Sei que jogos apenas aos fins de semana é até benéfico para um time que ainda está se arrumando como o do Poderosíssimo Leão. Entretanto é terrível passar sete dias inteiros esperando para ver o Magnífico jogar. Pior é quando depois destes 7 dias ele ainda termina perdendo, mas futebol é assim mesmo e como diz o Mestre: quem arranca a grama leva junto também o torrão.
Dizer que há falta de assunto não cola porque quem tem Émerson Leão como técnico sempre encontra algo como inspiração para escrever . Nem que seja o chororô dos jornalistas que fazem a cobertura dos fatos na Ilha de Lost. Digo jornalistas por força de expressão porque se o diploma em comunicação fosse obrigatório para trabalhar nos lupanares que são os órgãos de comunicação de Pernambuco, não ia ficar um só corno desses para contar história. Ainda bem que não me "formei" em Comunicação Social pois ia ser dinheiro jogado fora. Diplomar-me em Licenciatura em História foi realmente melhor, ganho pouco mas pelo menos morro com dignidade.
Assim sendo apóio incondicionalmente o grande felino como nosso técnico em todos os seus atos, principalmente naquele que consiste em enxotar o anãozinho do zé silvério dos treinos na Gloriosa Arena. Comos se não bastassem as almas sebosas e os urubus ainda temos que agüentar duendes? Ele que vá trocar o pinico do patrão ou lavar as cuecas do dinardo santo. Para isso eu tenho certeza que ele serve...
Voltando à Leão venho aqui mais uma vez contar e esclarecer aos desavisados como é, de fato, seu modus operandis. Tenho visto que, ainda antes da saída do Mestre Nelsinho, alguns atletas estavam dando de gostosos e tals, se achando a bala que matou Kennedy e por aí vai. E eu vou avisar só uma vez entendeu chupa cabra? Jogador metido a besta com Leão não tem vez nem voz ! Vi muito torcedor do patético mineiro chegar e dizer que os meninos que vieram de lá viviam na barca e etecétera e tals ... tudo mentira! Com Émerson Leão não tem essa de barca mêu fío ! Com o cabeça de algodão mijou fora do vaso é lapada no quengo na horinha mêrmo tendêu? E para ilustrar o meu pensamento vou dar dois exemplos, dois acontecimentos verídicos que demonstram muito bem como Leão gosta de trabalhar.
O primeiro ocorreu ainda em 1987, quando Émerson Leão deixou sua carreira de atleta para tornar-se um dos melhores treinadores do país. O Sport tinha na lateral direita Roberto Taylor dos Santos, o saudoso Betão, cracasso de bola e inventor do engana bandeirinha. Engana bandeirinha é aquele passe pelo alto que, devido ao efeito impresso na gordinha a obriga a sair aérea pela linha de lateral, por fora mesmo do campo, voltando a tocar no gramado apenas quando retorna ao espaço regular, ou seja, já dentro do campo. Hoje é proibido e sistematicamente anulado principalmente nos escanteios, mas naquele tempo era usado e abusado por Betão, principalmente em seus magníficos lançamentos para o ponta Robertinho. Acredito até que foi ele, Betão, que obrigou os gênios da FIFA a verificarem e proibirem a tal jogada.
Pois bem, Betão era craque assim mas tinha um defeito ou problema como queiram: como o fenômeno Ronaldo ele também brigava com a balança. Betão, foi não foi, apresentava tanta esfericidade quanto o instrumento de couro, objeto máximo do esporte bretão, a bola. Por comer bem ou até por tomar uns gorós, Betão tendia a ficar sempre gordinho o que, invariavelmente, refletia negativamente em seu desempenho em campo. Encorpado, Roberto Taylor não corria mais o que devia e sempre cansava antes do jogo terminar e aí é que entra na história Leão. Nosso digníssimo "coach".
Como Betão era um "medalhão", uma estrela do time, possuía certas regalias como, por exemplo, participar da barca. E Émerson por sua vez, mesmo sendo estrela também, goleiro de seleção e tudo não tinha tanta garrafa vazia assim para impor ao galo véio do Betão um toque de recolher. Assim sendo Leão como treinador não proibiu as farras "notúrnicas" do lateral gordinho mas por outro lado definiu um treino mais que específico para o mesmo. Betão tinha que dar voltas e voltas no campo da Ilha, coberto com um espesso agasalho embaixo do sol causticante em pleno meio dia de Recife. Tomar cachaça de noite Betão podia, mas no outro dia ás 12:00 tava ele lá, todo de preto com cachecol e tudo, correndo debaixo do sol. Em poucas semanas o roliço atleta tava magrinho que era uma beleza, parecia o esquelético Moacir, a correr como um juvenil. Que beleza!
O outro "causo" ocorreu por coincidência com mais um lateral. Não me lembro o nome correto dele mas era um apelido referente à um indivíduo eslavo. Algo como Polonês, Tcheco, Ucraniano... digamos então, e por exemplo, que seu nome fosse Russo ! Pois bem , Russo era um lateral direito que tinha um vício pouco fora do comum. Russo gostava, sabe como é né? Gostava de dar uns tapas na pantera... é... dar uns doizinhos... aquilo sabe? Fumar um cigarrinho do capeta... ah , vou dizer na lata: esse Russo era maconheiro! Nada contra ,eu mesmo já gostei de ver assombração. Parei porque a idade quando chega acaba com tudo. Parei de beber , de fumar , de dar tapa em pantera , nem votar eu voto mais e só não viro crente porque isso custa caro mas aí já é outra história. Continuando, esse tal de Russo gostava do legaláize e, durante as concentrações, depois do jantar, lá pelas 18:00 ... 18:30 dava uma fugidinha. Dirigia-se às escondidas para o estacionamento ou para a bilheteria do arco, atrás dos provedores da tal felicidade virtual. Lá ele fazia o que tinha de fazer . Eu só sei que Leão quando soube disso ficou mais fulo que caboclo corneado, ficou louco da vida e simplesmente fechou a Ilha do Retiro. Se Russo quisesse ver o capeta que o fizesse durante a semana lá no meio das negas dele e não no nosso templo sagrado.
Quando o Sport se concentrava dois ou até três dias antes dos jogos ele trancava o clube de cadeado e até muitos sócios deixaram de entrar na sede por causa disto. Tudo para que nosso ilustre maconheiro não tivesse acesso ao tão polêmico artigo. Muitas vezes, depois do jantar, Russo saía de fininho e Leão logo perguntava : "cadê o hômi?" Alguém respondia: " Num sei , tava aqui e desapareceu !" Ôxi e prá quê minino? O treinador saía atrás do maluco, como mãe desesperada ou babá de guri rico, pegava o jogador pela urêia : " Tu tá pensando o que rapá???". " Tá achando que isso aqui é a Sé de Olinda é ???" E tome lapada no quengo prá aprendê que barato de atleta com ele, Émerson Leão, é guaraná da coca-cola sêu doido...
Então já viu né cumpádi? Quem avisa amigo é : jogador do Sport que quiser tirar catôta e limpar na cadeira que pense duas vezes , porque com Leão meu véio é pau na moleira!
Thales Valença
P.S: Qualquer semelhança com fatos ou nomes escritos aqui NÃO é mera coincidência... q=^D
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