Hoje eu acordei com vontade de falar da vida. Ler poesia. Tomar Coca-Cola. Ouvir Chico Buarque, George Harrison e Nirvana intercalando os dois. Acordei com cólicas e dando risada que poderia ser pior se eu estivesse de 5 meses. Acordei com saudade dos meus amigos, minha família e do Tawã.
“Hoje eu levantei mais leve, nem li o jornal. Tudo deve estar suspenso, nada deve pesar”. à “Que a chuva caia como uma luva, um dilúvio, um delírio. Que a Chuva traga alívios imediatos”.
Engenheiros sempre é uma boa pedida para qualquer dia.
São Paulo me garante sempre uma melancolia gostosa de sair andando sem rumo parar em uma livraria, folhear algo que eu quero comprar. Passar em um café e pedir aquele com caramelo. Depois, tendo a Paulista por cenário, ascender um cigarro que parece sempre durar muito mais que seus 5 minutos. Pequenos prazeres solitários que me afogam em sossego e alegria. Muitos devem se perguntar: Melancolia?
Sim, melancolia... A melancolia gostosa da solidão. Mesmo estando cercada por milhares de pessoas São Paulo é forrada de pessoas sós. Mas é uma solidão muitas vezes gostosa. Eu sempre fui fã da solidão, só desaprendi a conviver com ela quando vi que balancear a solidão com a melhor companhia da sua vida é difícil de mais pra se poder controlar os dois lados.
Mas tudo muito bom, tudo muito bem.
Fim de semana passado estive em Marília. Bom reencontrar o pessoal e poder dar um abraço em 50% das pessoas que fazem uma falta do caraleo no meu dia a dia. Preciso mesmo voltar lá mais vezes, mas como previsto tem ficado cada vez mais complicado por causa do trabalho. Fins de semana já não me pertencem mais. Porém isso tem me feito bem, por mais que fique podre a gente acaba conhecendo muita gente bacana quando sai do escritório pra coordenar alguma ação. Eu to gostando desse negócio de trade marketing, quem diria.
Já Marília, ao contrario de São Paulo, me proporciona uma euforia danada, ainda que hoje atravancada por alguns fatos, uma vontade de freqüentar meus lugares favoritos e sentar pra dar muitas risadas com o pessoal, mas tenho conseguido balancear esses momentos para que os mesmo não se tornem desagradáveis a mim e a algumas pessoas a quem tenho um carinho especial que não quero que seja transformado em outro sentimento, por mais impossível que isso tenha se tornado.
E é por isso que hoje eu quero falar da vida, por que já me cansei de ficar pensando nela. Por isso hoje acordei com o coração pequeno, mas tranqüilo. Pra tomar Coca-Cola. Ouvir Chico, George e Nirvana intercalados por outros tantos. Por isso acordei com vontade de ler poesia e passar na Cultura pra abrir de novo aquele do Carl Sagan qual já li algumas partes la mesmo seguido de café e logo um cigarro. Esperar dar 16 horas, ir trabalhar e depois ligar pro pessoal de Marília pra fazer um Happy Hour.
E é o que tem pra hoje
.::._ao pé do ouvido_.::. Acontecimento – Hyldon/ Tim Maia/ Cassiano em “Velhos Camaradas”
