Os dias vão parecendo sempre mais curtos, as semanas mais longas e as noites intermináveis. E assim eu vou levando a vida longe de mim. 10... 15 dias e de repente me encontro em 42 horas que passam voando de uma maneira incontrolável. O tempo é realmente relativo, tudo depende do lado que você se encontra.
Agora, constantemente no eixo Marília/ São Paulo vejo que é fácil quando não se tem motivos pra voltar, quando não se deixa nada pras trás é tudo tão simples que a vida passa prazerosa dentro de você, no contrário sua vida parece que estaciona sem futuro.
Meu futuro ta dentro de uma nuvem e eu não consigo mais fazer planos simples. O que fazer, comer ou que horas deitar. Eu queria permanecer deitada pra ver a vida, vê-la inteira... Passando, rodando, voltando, cantando... Pra depois levantar e tomar as decisões certas.
Mas o que é certo? O que é errado? Ou, por menos, o que não é tão certo que pode ser errado. E tudo volta naquela conversa do tempo. O que é certo agora se for feito daqui a duas horas pode parecer errado e daqui a um mês a maior burrada da sua vida.
Mas daí tem aquele lance do: E se eu tivesse... O “Se eu tivesse” é como morrer sem poder falar tchau. Ou você se arrepende ou se arrepende é literalmente o caminho sem volta.
.::.ao pé do ouvido _ Pagú – Por Maria Rita
