Chegando à primeira estação se sentiu passeando no passado, tomando um rumo que prometera jamais tomar, mas na próxima foi ainda pior. Como num filme em terceira dimensão se viu parada na plataforma à frente com um olhar perdido que esquecera ter, dentro de uma solidão que já não fazia parte dela há anos.
Caminhos de volta.
Tudo está no mesmo lugar, as mesmas placas e prédios passam pela janela e o passado volta forte como uma represa estourando a barragem.
A cada estação parece pior. As lojas, o cheiro, as pedras, pombos e ratos. É igual e desconfortável a ponto de desistir.
Caminhos inversos.
Finalmente a última parada. Tudo é tão comum, tão distante e tão presente e ela se vê andando à sua frente como se agora fosse a sombra ao invés da matéria.
Um aperto. De repente um flash.
As coisas se confundem e o desejo é de se perder, fingir que não conhece aquele caminho, esquecer que passou por ali e tudo o que veio com a passagem.
Caminhos da volta. E é melhor permanecer atrás da linha, antes da primeira estação.
.::.ao pé do ouvido.::. Redundant – Green Day
