7/3/2010
Como se fosse hoje (post com 4 dias de atraso)
São Paulo, 03 de Marco de 2009

“Bidê ou balde nunca fez tanto sentido.

E de repente você começa se ver dentro das músicas e solta um refrão bacana dentro do ônibus. Legal é que povo aqui de SP não dá muita importância pra certas loucuras, afinal meus olhos lacrimejam ouvindo “Tchau preguiça, tchau sujeira, adeus cheirinho de suor” e acreditem, Murphyanos, eu ouço ela inteira até o “Agora acabou”.

Acontece que tudo pra mim ta longe e perto ao mesmo tempo, é uma sensação estranha de ter o que não se tem, mas no fundo você tem mais não está tento, sabe um negócio de bate e volta e torna a bater, mas dessa última vez bate com tanta força que te derruba e você pára no portão de uma casa que não e sua e mesmo assim entra por que é lá que você tem que estar é o único lugar que você pode estar.

E eu estou asistindo BBB

Ainda sim hoje é o segundo ano do resto da minha vida. Experiências, troca, cumplicidade, deitar na frente da TV enquanto você jogaBlockstravaganza, ter dor na bochecha com as pegadinhas do Faustão, comprar um pote da Häagen-Dazs e comer sem trocar ao menos uma palavra só sinceros Hummmmmmms, ir no restaurante Japonês pedir um monte de coisa e ir reclamando até a primeira farmácia, litros e litros de Eno. TE AMO!


.::. Ao pé do ouvido .::. Bromélias – Bidê ou Balde”



Hoje ouvindo “Mesmo que mude” e o disco “Simples de Coração” de cada a rabo... Sim Paulo Mopho, você realmente me conhece.
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31/1/2010
Pra falar da vida... Ler poesia... Tomar Coca-Cola... Ouvir

Hoje eu acordei com vontade de falar da vida. Ler poesia. Tomar Coca-Cola. Ouvir Chico Buarque, George Harrison e Nirvana intercalando os dois. Acordei com cólicas e dando risada que poderia ser pior se eu estivesse de 5 meses. Acordei com saudade dos meus amigos, minha família e do Tawã.

 

“Hoje eu levantei mais leve, nem li o jornal. Tudo deve estar suspenso, nada deve pesar”. à  “Que a chuva caia como uma luva, um dilúvio, um delírio. Que a Chuva traga alívios imediatos”.

 

Engenheiros sempre é uma boa pedida para qualquer dia.

 

São Paulo me garante sempre uma melancolia gostosa de sair andando sem rumo parar em uma livraria, folhear algo que eu quero comprar. Passar em um café e pedir aquele com caramelo. Depois, tendo a Paulista por cenário, ascender um cigarro que parece sempre durar muito mais que seus 5 minutos. Pequenos prazeres solitários que me afogam em sossego e alegria. Muitos devem se perguntar: Melancolia?

 

Sim, melancolia... A melancolia gostosa da solidão. Mesmo estando cercada por milhares de pessoas São Paulo é forrada de pessoas sós. Mas é uma solidão muitas vezes gostosa. Eu sempre fui fã da solidão, só desaprendi a conviver com ela quando vi que balancear a solidão com a melhor companhia da sua vida é difícil de mais pra se poder controlar os dois lados.

 

Mas tudo muito bom, tudo muito bem.

 

Fim de semana passado estive em Marília. Bom reencontrar o pessoal e poder dar um abraço em 50% das pessoas que fazem uma falta do caraleo no meu dia a dia. Preciso mesmo voltar lá mais vezes, mas como previsto tem ficado cada vez mais complicado por causa do trabalho. Fins de semana já não me pertencem mais. Porém isso tem me feito bem, por mais que fique podre a gente acaba conhecendo muita gente bacana quando sai do escritório pra coordenar alguma ação. Eu to gostando desse negócio de trade marketing, quem diria.

 

Já Marília, ao contrario de São Paulo, me proporciona uma euforia danada, ainda que hoje atravancada por alguns fatos, uma vontade de freqüentar meus lugares favoritos e sentar pra dar muitas risadas com o pessoal, mas tenho conseguido balancear esses momentos para que os mesmo não se tornem desagradáveis a mim e a algumas pessoas a quem tenho um carinho especial que não quero que seja transformado em outro sentimento, por mais impossível que isso tenha se tornado.

 

E é por isso que hoje eu quero falar da vida, por que já me cansei de ficar pensando nela. Por isso hoje acordei com o coração pequeno, mas tranqüilo. Pra tomar Coca-Cola. Ouvir Chico, George e Nirvana intercalados por outros tantos. Por isso acordei com vontade de ler poesia e passar na Cultura pra abrir de novo aquele do Carl Sagan qual já li algumas partes la mesmo seguido de café e logo um cigarro. Esperar dar 16 horas, ir trabalhar e depois ligar pro pessoal de Marília pra fazer um Happy Hour. 

 

E é o que tem pra hoje

 

.::._ao pé do ouvido_.::. Acontecimento – Hyldon/ Tim Maia/ Cassiano em “Velhos Camaradas”

 

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8/1/2010
Fim de Ano...
Bem que uma enxurrada poderia levar todas as lembranças embora e a virada de ano poderia ser como fechar uma porta de um imóvel antigo do qual você vai mudar e mandar demolir em seguida.

Mas não é.


O meu fim de ano foi totalmente conturbado e a maré ainda não baixou... Mas nem com tudo e mais um pouco acontecendo afim de perturbar e confundir minha mente já insana pelas artes mundanas dos seres que aqui habitam e me chocam, não deixou de ser maravilhoso. Minha família ta mais unida que nunca, pude enfim dar aquele abraço apertado que eu tanto esperava no meu Pai e ouvir “Eu te amo” de pessoas das quais eu sempre fujo... Preciso fugir das pessoas certas. Já soube fazer isso com a classe e a falta de educação que me é conveniente, mas...



Estar na casa da minha Avó no Natal me fez tão bem e me deixou tão feliz que transbordava por todos os lados do meu corpo. Família é uma coisa do caraio mesmo, quando você perde o chão ta lá o contra piso pra mostrar que se você quer vai conseguir, basta parar e dar o tempo necessário não pra você, mas pra vida seguir o fluxo.



Por mais que acredite que ter comido Belchior não me trará boas novas.

 


Passei 5 dias maravilhosos em Marília... Podendo ser melhor... Saudade de muita  gente, mas foi exatamente aí que entrou aquele lance do tempo.


Ano Novo? 2010 começou bem... Bem no meio de Copacabana com aquela queima de fogos que parecia queimar também cada coisinha ruim que meu coração ainda carregava. Brindei... Bebi... E deixei o mar molhar meu pé 7 vezes... Pular estava fora de condição.

 

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8/1/2010
Continua...

Fiquei no Rio de Janeiro 5 dias, por mais que à trabalho não me faltou tempo pra colocar as 'coisas' em ordem, trabalhar o dia todo  e no final da tarde colocar os pés na água e deixar ela levar todo meu cansaço e minha "boas idéias". Pensar no que foi e como esperar pra que seja, pra isso duas madrugadas foram muito importantes pra mim. Senti que meu lugar ta guardado e como me disse o Zé “O mundo da voltas... aguarde e confie, irmãzinha... aguarde e confie...” Deu tempo até pra pagar uma pro Noel.

 


Resultado?!


Sim a minha importância existe em todos os ângulos e pessoas da minha vida, basta eu saber administrar essa minha insensatez que me tira da realidade e me faz não saber esperar o que é meu.

Te amo! Nunca foi tão verdadeiro...  em todos os sentidos.

 

 


 


.::. ao pé do ouvido .::. Natural - Volver

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2/12/2009
Ha háááá... Te peguei, Jesus.

Andando por São Paulo as vezes me deparo com cenas, nomes de estabelecimentos, pessoas, “artistas”... Que realmente me chamam a atenção ou simplesmente colocam minha mente pouco sana para trabalhar um pouquinho. Em muitos desses momentos passei a me odiar por não ter em mãos uma máquina fotográfica, ainda me odeio, porém o Iphone me proporciona uma tapeação.

 

O ponto onde pego ônibus para a senzala fica em frente ao Cemitério do Araçá, famoso por manter os corpos fétidos e poeirentos de alguns famosos que habitaram nosso plano. Sempre tive uma queda por esses túmulos antigos. Um grande desperdiço de dinheiro? Talvez! Mas alguns são até que interessantes como um que conta a vida do seu “habitante” como numa história em quadrinhos. (um dia tiro foto procê, caro leitor)

 

Mas hoje parada, ouvindo The Beatles e pensando na morte da bezerra – bem pertinente em frente a um cemitério – me deparei com essa “cena”:

 

 

Parei de pensar na bezerra, afinal se morreu azar o dela, antes ela do que eu.


A face de Jesus com tamanho tesão me fez rir de mim mesma e de todos os pensamentos que circularam minhamente naquele momento como - “Será que se eu der a volta e for pra frente do túmulo estará lá Madalena. Como veio ao mundo e em posição ginecológica?!?!”

 

Balancei a cabeça ainda rindo, observei que alguns me olhavam estranho, afinal estava admirando um túmulo. Desliguei a música, tirei foto, muito mais pessoas me olharam, voltei ri de novo dos meus pensamentos libidinosos e resumi - “Pare de pensar em sexo, óia o ônibus minina”.

 

 

.::._ao pé do ouvido_.::. Tributo a Odair José – Bandas Variadas.

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26/11/2009
Algo sobre mim...
Ter um blog, escrever coisas legais e divertidas, noticias e “achismos” sobre o que eu vejo por ai até foi um principio, mas acabou que virou pessoal, eu passei por uma fase um tanto conturbada de pensamentos e mesmo querendo ser entendida não me deixava ser.  Revoltei. Parei de publicar meus textos.


Dai pensei... O que que se escreve, conversa, acredita que não seja pessoal. Desde o gostar de uma música, falar mau ou bem seja lá do que for sempre é pessoal. Porque então falar sobre sentimentos e pessoalidades é sempre tão incômodo?


Creio ter escrito de tudo um pouco aqui.  Meus medos, alegrias, descobertas pessoais depois de “crescidinha”... Sexo, amor, amizade, companheirismo, carinho, decepção, ódio, amor. E lendo alguns comentários me senti bem pela sinceridade de pessoas que hoje realmente estão no meu ventrículo esquerdo. Comentarios não interessados em ter a certeza do que eu queria dizer, mas simplesmente de pessoas que encontraram uma maneira de não falar bobagem e sentir de alguma forma o que estava escrito.


Afinidade? Acho que seria um bom nome.


Hoje me deu vontade de escrever um texto assim. To me sentindo livre, sei lá. Espero que meus posts voltem a ter esse sentido - Livre -.  Quero falar de coisas e pessoas que gosto e fizeram, fazem e dão sentido a minha vida. Dar “nome aos bois” de quem lembro quando vejo alguma coisa, passo ou estou em algum lugar onde tenho a certeza de que gostariam de estar .


São Paulo é realmente um lugar sensacional, todos os lugares me lembram pessoas especiais e seus gostos que conheço bem e me identifico com cada um deles de uma maneira quando não intensa diferente. As reuniões marilienses então... Me dá um ar de saudosismo e conforto inevitável. Dai você, caro leito imaginário, me pergunta: E voltar pro interior, rola?


Bem que eu gostaria.


Ver a Patrícia de barrigão e o Marcão todo bobo por isso, escutar o Paulo Mopho tocando Vídeo Hits (eu vou cobrar isso dele... nunca tocou na minha presença) em um churrasco qualquer ou no "um banquinho, um violão". Ir no cinema a pé. Encontrar a Aninha, Camila, Tânia, Flavia, Mariana, Dani, Paula – ih, são muitas – e rir da tamanha diferença e afinco de personalidades. Chegar em casa, abrir a porta do quarto dos meus pais e ver minha mãe dormindo, olhar meu irmão no sofá. Sentir que durante a madrugada meu pai  ainda abre a porta do meu quarto pra babar a  cria e ficar irritada com o Uilson saindo de manhazinha fazendo barulho na garagem. Frequentar a Perna's House e ver o Felipe crescendo e falando igual a um papagaio, meu pequeno grande nerd. “Discutir” cinema com o Zé sentada em um boteco bebendo CERVEJA e confessar à namorada dele que me convenceu a dar uma chance ao mangá (ou eu vou gostar ou odiar). Ver o Fer brincando com tudo, com todos e qualquer um achando que o mundo inteiro tem o seu “bom humor”... Sentar em qualquer bar e olhar praquela mesa grande cheia de gente que eu gosto tanto.


Mas a Vida é a esposa perfeita de Murphy. Humor negro bem afiado desafiando você a todo momento...

 

 


.::._ ao pé do ouvido _.::. Los Hemanos - Discografia completa

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23/11/2009
...

Exaltação, pouco pode-se falar daquela noite. Embriagados e ‘adolescentes’ ríamos e nos tocávamos como na primeira vez. Perfeitos no toque, no cheiro, no gosto. Corpos que na escuridão imposta se entendiam perfeitamente. Novos prazeres.

Não era preciso, mas naturalmente, com os olhos dentro dos seus, pela primeira vez disse “Eu te amo”. Isso explodiu em nossos corpos, no seu olhar. Foi perfeito, foi completo.

Era preciso, era esperado, porém foi na hora certa.

 

 

 

 

.::. ao pé do ouvido .::. Something - The Beatles

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30/9/2009
E hoje eu chorei vendo comercial de margarina...

Tem dias em que a novela das oito, ou nove, ou o "veja logo depois da novela da globo" fazem bem mais bem mais sentido.


Sempre tive pra mim que novelas e filmes de sessão da tarde (filmes que eu adoro) são ao extremo a maior fuga­ da sociedade para o Jornal que passou logo antes falando um monte de desgraça e "vendo gente morta por todos os lados", sendo pelo governo ou pelos bandidos mesmo... Afinal um "tem que morrer" e que deixou como última notícia o nascimento de um leãozinho albino, a coisa linda, pra você começar a esquecer tudo o que foi dito de ruim. Dai entra a novela muita gente se espelha na moda, na maldade e/ ou felicidade dos seus artistas favoritos... Xingam o mauzinho... Idolatram o bonzinho e depois assistem um filme qualquer pra embalar o sono. Mas a novela é o auge da teledramaturgia residencial.


Estou normalmente acostumada a ler durante o jornal, no final das contas eles vão falar sobre tudo o que eu li na internet durante o dia todo e o que eu não li não me interessa lá de muita coisa pois certamente estava escrito por onde eu passei e se for transito, desgraça, fome, criança na rua eu vejo isso todo dia e não é vendo na TV que vai sumir amanhã. E durante a novela vou fazer cruzadinha e palpitar de como a novela é ruim e sem noção de sociedade,dai ontem me perguntaram o por que eu assisto... Não soube responder imediatamente... Simplesmente fiquei olhando com cara de paisagem e dei uma risadinha “sincera”... – Ah, certeza que é pra criticar, afinal tenho inveja de quem ganha pra escrever besteiras.”


Eu mesmo não tenho a noção porque peguei gosto ou costume de assistir a novelas, gosto de ler, poderia ficar lendo, mas como se meu relógio biológico tivesse sido acertado pela Rede Globo deixo o livro do lado, pego a cruzada e ligo a TV... Batata... o Willian Boner está falando boa noite.

Ontem peguei a mesma cruzadinha coloquei no bolso e fui comer pipoca... Pensar na vida e na minha falta do que fazer, do que em pra quem falar, no que eu tenho,no que perdi, no que estou perdendo, no que estou pra ganhar. E chorar um pouco escondida debaixo do gorro do moletom.


O que tudo isso tem a ver com a novela e com os filmes da sessão da tarde? Não sei...

 

 

 

 

 

 

..::.. ao pé do ouvido ..::.. Antes da Seis – Legião Urbana

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9/9/2009
LeMbRaNçAs dE aDoLeScEnTe

Você precisa me quebrar esse galho.

Então me empresta o carro,

Papai me empresta o carro

Pra poder tirar um sarro com meu bem

 

Não

Pára

É?

Não, é, ai...

Acho que não vai !

Ixiii, nem dá

Hoje ?

Tem certeza ?

E aí, vai ?

Quando ?

Onde ?

Por que ?

Qual era mesmo ?

Acho que na quinta, talvez !

Não deu, vamos ver no sábado !

Quero, mas não posso.

Posso, mas na devo.

Devo, mas não dá.

Mamis...

Papi...

Ixiii, sem condição.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh !!!

Boca... mão... pele... toque... beijo... gosto.. cheiro!!!

É...

Ham...

Não sei...

Será.

Ainnn!!!

É.. eu sei!!!

Aqui ?

É... eu também

Hoje !

Não posso !

Foi ?

Nem !

Olha...

Tava pensando...

Me falaram...

Será ?

Ahhh...

Legal.

Quem sabe!

Tentar?

Talvez.

Jogo da velha?

 

 

 

 

 

 


 

.::. Ao pé do ouvido .::. Ponto Fraco - Barão Vermelho.

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26/8/2009
Insistindo em fazer parte...

As vezes a gente precisa aceitar a mudança e mais do que tudo o deslocamento. Escolhas requerem aceitações superiores as nossas possibilidades e o “se" sempre vem mesmo quando ha tentativa.

 

Ando meio estranha... sentindo não fazer parte. E como relatei... INSISTINDO em fazer.

 

Isso aqui já não faz mais sentido como muita coisa na minha vida, porém é minha válvula de escape... é “alguém”que me ouve e compartilha dos meus sonhos e conquistas.

 

É que não posso mais fingir que minha vida não ta mudando, muito menos de que isso não importa pra ninguém além de mim mesma... Falo sozinha e ando incomodando. As vezes queria até acreditar em Deus talvez pra saber que tem alguém me ouvido.

 

Tchau...

 

 

 

 

.::. ao pé do ouvido _ Vontade de Voltar – Vídeo Hitz

posted by Gabí at 04:15 PM | in:
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