|
||||||||||||
|
Últimas |
Adicione na sua lista de Feeds
|
|||||||||||
Uma história que nunca conteiOlhando agora, vejo que se alguém me contasse ou especulasse tal possibilidade ano passado, eu não acreditaria, acharia que era uma brincadeira. Ainda mais quando a história começa com você irrompendo a porta do escritório e dizendo que se ele fizesse sua prima sofrer estaria em sérios apuros.
Mal sabia que aquele ato de petulância chamaria a atenção indevida sobre mim, ou devida, depende de como julgarmos. Só sei que ao me divorciar, recebi a mais improvável das ligações, Bruce Wayne, o mesmo homem que tinha ameaçado e invadido o escritório, me ligou para me oferecer apoio, e também uma fuga dos meus problemas, me convidou para passar três dias em Gotham, em troca eu teria uma entrevista exclusiva. Aceitei sem pensar duas vezes, lancei minhas roupas na mala e voei para meu final de semana especial. Wayne me pegou no hotel de forma educada e me levou para tomar um vinho vendo o pôr-do-sol em um dos seus refúgios. Um restaurante que ficava na praia, um clima romântico nos envolveu e vi que seria difícil ficar apenas no nível da amizade, e que ali estavam um homem e uma mulher atraídos por uma química que nunca tinha visto antes, assim selamos um pacto, viveríamos intensamente aqueles dias, depois cada um iria para o seu lado sem olhar para trás. Aquele jogo de sedução estava realmente muito interessante. Mal sabia que o jogo de sedução se transformaria em um romance naquela noite, pois durante um jantar, dançamos pela primeira vez e trocamos nosso primeiro beijo, ali, naquela pista de dança, ao som da música Miss You Love do Silverchair. Mal sabia que aquela música previa nossas muitas separações. A primeira e já prevista foi no final daqueles três dias perfeitos, mesmo ainda pensando em voltar atrás na minha palavra, eu subi no avião sem olhar para trás. Hoje admito que meus dias não foram tão bons em Metropolis, ainda mais depois de receber a visita de Bruce, de vê-lo em pé diante da minha porta, mas eu resisti e conversamos como amigos. No dia seguinte recebi a visita de Michael, que jogou na minha cara os segredos do Bruce, que ao invés de estragarem nossa relação, me fez perceber o que ele mais temia era que seu segredo fosse descoberto e as pessoas a sua volta corressem perigo por causa disso. Sabendo que ainda estava em Metropolis, fui até o seu hotel e mostrei tudo que sabia e que o entendia. Ali foi mais uma separação. Ele precisava de um tempo para pensar. Depois de algumas semanas eu tinha um plano para realizar, para eliminar o Joker e terminar com as suas ameaças, mas era tão arriscado, que eu poderia morrer. Então visitei Bruce, passamos alguns dias, como uma espécie de despedida da qual ele desconhecia. Nestes dias ele compartilhou todos os detalhes do seu segredo e me contou sobre tudo que ele escondia. Tudo. Despedi-me com um simples bilhete sem mais esclarecimentos, executei meu plano que deu parcialmente certo, pois Joker ainda ficou vivo. E isso me levou a sair de Gotham, mesmo ele estando preso, não queria estar na mesma cidade que aquele maluco. Estava tudo acabado, precisava deixar para trás. Ele havia sido a figura mais hedionda que havia conhecido, mas para isso, eu tive que deixar Bruce para trás também. Segui minha vida em frente, sem ameaças, trabalhando, tentando ser feliz. Até que recebi um recado de Alfred, um acidente, ele havia sofrido um acidente de “trabalho”. Com as roupas que estava no corpo fui para Gotham, de lá liguei para Oliver, ele ajudaria a cobrir as brechas que ficaram na vigilância da cidade, então com as poucas roupas que comprei, passaria os dias que fossem, na sala de espera do CTI, ao lado de Alfred pedindo para que ele não morresse. Diante do fato, vi o quanto havíamos perdido tempo em nossos medos, o quanto havíamos nos preocupado em não ferir um ao outro, em proteger um ao outro. Só que os antigos dizem que “problemas sempre trazem companheiros”, e assim foi comigo. Michael me visitou no hospital, e tentou provar em um ato desesperado, que até hoje não entendo. Que eu não amava o Bruce, mas sim, o usava para esquecer meu ex-marido, o próprio Michael. Nunca tinha escutado tantas asneiras em minha vida. Ele também pedia que perdoasse a minha prima, pois ela precisava de mim, mesmo estando em um momento delicado da minha vida, posso ser até condenada como egoísta, mas traição não se perdoa tão facilmente. Mas para alguma coisa serviu aquela visita, para ver que amava Bruce mesmo, mas do que eu tinha visualizado, ou imaginado, ou colocado em palavras. Então minha decisão parecia estar tomada. Assim que ele acordou e pude vê-lo, eu jurei que: nunca mais o deixaria, me mudaria para Gotham e que viveríamos juntos todos os momentos que tínhamos direito. Enquanto fiquei na mansão, acompanhando as fisioterapias e a recuperação, cuidei de tudo, da venda do meu apartamento em Metropolis, da compra do apartamento em Gotham, carro, emprego no Gotham Gazette, aviso prévio do Planeta Diário, e do meu próprio espírito, pois seria um salto no escuro. Mas estava disposta a ir adiante. Assim o fiz. Quando Bruce estava melhor, fui até Metropolis, organizei minha mudança, despedidas e afins. E em dois dias eu voltava para o que seria meu lar de agora em diante. Ele não escondia a alegria da mudança, estava mais leve, e eu conseguiria manter-lo longe daquela escuridão que sempre tentava se aproximar, o tocar com dedos leves. Mas ele estava tão disposto a fugir dessa má influencia que me seqüestrou, ou melhor, eu me deixei seqüestrar, e juntos como qualquer casal normal fomos fazer um tour na Europa, sem rumo, sem paradeiro, sem escala. Ontem estávamos em Nice, na França. Mais tarde estaremos em Veneza, na Itália. Amanhã, não saberemos. Apenas estamos vivendo um pouco desse conto de fadas, acreditando em magia, que é possível ser simplesmente felizes. Andando pelas ruas, comendo Petit Gateau, rindo simplesmente, brincando com nosso francês, flertando descaradamente, nos declarando explicitamente, fazendo amor durante a noite toda, imersos em um paraíso sem pressa, sem culpa, sem regras, onde só temos que ser felizes. E só nós conseguimos isso. Então por isso me lembrei da nossa história, pois não falarei aquela famosa frase: “Se voltasse no tempo, faria tudo de novo”. Pois não faria grande parte das coisas que fiz. A primeira delas era ter subido naquele avião depois daquele primeiro fim de semana. Eu teria ficado em Gotham, sendo assim, não teria conhecido o Joker, Bruce não teria sofrido o acidente, tudo poderia ter sido diferente, e de uma forma melhor. Pois já estaríamos vivendo a felicidade que tanto nos foi adiada. Mas prefiro crer que nada acontece por acaso e tudo ajudou para fortalecer nossos laços e talvez essa seja nossa recompensa. ![]() 03:45 PM - 7/4/2009 - COMENTÁRIO(S) {0} - COMENTE!Salve a sua alma mortalExistem horas que você se vê diante de escolhas, daquelas grandiosas, e tem que escolher sua pobre alma mortal ou a de várias pessoas, e o pior, de várias pessoas desconhecidas. Nestas horas invejo os heróis, aqueles que as defendem sem nem ligar para aquele pequeno detalhe, pois eu posso estar salvando a alma limpa de um pai de família virtuoso, mas também posso estar salvando a alma podre de um estuprador psicótico, e ao salvar uma cidade acontece isso. E foi isso que eu fiz, em um ato extremamente corajoso eu salvei Metropolis e matei meu pesadelo, na verdade não o matei, mas coloquei para adormecer em grande estilo, com 4 tiros. Ainda posso ver de forma divertida o terror na cara do palhaço do Coringa, vendo uma Lois Lane completamente enlouquecida, balançando a arma na cara dele e dando tiros como se estivesse dando tapas, a loucura estava em seu rosto e em discurso autoconfiante, mas o medo estava no fundo dos olhos, misturado com uma bizarra admiração, eis que ele tinha encontrado um inimigo que conseguia ser mais louco do que ele: Eu. Não podia matá-lo, pois um maca-passo estava ligado a uma bomba que destruiria Metropolis, mas o meu treinamento quase militar me lembrou de uma coisa: Um tiro no estomago. Era mortal, mas ele neutralizava o inimigo e me dava de 2 minutos até meia hora para ele encontrar a morte, dependendo da sorte e de como esse tiro era dado. Então arrisquei, colei meu corpo ao do inimigo, segurando a corda que ativava as granadas que estavam presas em seu corpo, desferi um tiro na lateral enquanto ele lutava comigo, rápido, agir rápido, o batimento não podia diminuir, ele não poderia morrer e nunca achei o som de uma ambulância ser tão abençoado, e assim ele adormeceu, para um repouso profundo. Se pesadelos não dormem, o meu descansa graças ao meu desejo de paz, poderia estar morto, mas meu Pesadelo é bem prevenido. Sabendo que pesadelos podem voltar quando menos se espera, comecei a desarmar todas as formas de me tocar: Desativar meu celular e conseguir outra conta, disponibilizar meu e-mail antigo para policia, sair de Gotham. Essa era a pior parte. Sair de Gotham. Fugir daquela cidade não implicava só em deixar meu pesadelo para trás, mas seria também deixar meu Sonho, meu maior desejo, tudo que almejava naquele momento e que se encontrava na figura de Bruce Wayne, ou melhor, apenas Bruce. Mas se esse era o preço, eu estava disposta a testar aquele meu limite, e falhei na primeira semana, quando liguei do meu apartamento em Metropolis e admitir para ele o quanto sentia a sua falta, mas que era mais seguro para ambos ter aquela distancia geográfica entre nós. Que merda eu estava falando! Que droga eu tinha na cabeça! As palavras ainda fluem desde que soube que meu Sonho se estilhaçava literalmente em um acidente de carro (pelo menos é o que dizia a história oficial) e hoje estava eu aqui, sentada em uma poltrona, vigiando meu Sonho dormir e decidida a vivê-lo, a não ser que ele me expulse. Michael apareceu no hospital, tentando me provar que eu o amava ainda, e que o sentimento pelo Bruce era totalmente uma ilusão, mas naquele momento eu tinha total certeza do que eu queria, do que eu desejava, era aquele homem que eu segurava a mão e que sabia não ser ilusão, cujas células do meu corpo doeram ao saber que quase o perderia e que o ar me havia sido roubado quando soube a noticia do “acidente”. Eu amo Bruce de forma irrevogável, e precisou quase perder-lo para isso ser tão nítido. Enquanto velava o sono do meu Sonho, quase como sendo seu anjo da guarda, recebi a ligação de um velho amigo, ele me pedia ajuda. Fui egoísta, eu sei. Mas não podia ajudá-lo, não naquele momento, pois já tinha salvado muitas almas para uma semana, agora era o momento de salvar a minha alma, e ele que lutasse (como um dia eu lutei) para salvar sua alma mortal. 12:47 PM - 17/3/2009 - COMENTÁRIO(S) {1} - COMENTE!
|
||||||||||||
|
|
||||||||||||