Dizer quem somos soa estranho, como se estivéssemos completos, finalizados, como se a vida fosse linear e não a permanente e constante mutação em processo que encarnamos.
O jardim é uma tentativa humana de organizar a natureza. E jardim também é meu alter ego que assina estas poesias. Assim como o outro é também uma tentativa de organizar minhas impressões e leituras de mundo. É uma forma de registrar as emoções que me escapam pelos poros e que também me alimentam os sentidos.
Escrever para mim é conhecer-se, é descobrir a própria história oculta, é desvendar o que nos pertence, o que se perde, o que se refaz.
Na vida real meu nome é Sergio Almeida, habitante de Niterói, RJ, vivendo o meu destino de fênix, um minuto de cada vez, nestes campos de desigualdade. Poeta pela necessidade fisiológica da prospecção de mim mesmo, em busca da minha humana tradução, independente de escrever. Me procurando, me perdendo, me recompondo, em busca de um espaço pra chamar de meu.

