Por Rogério Micheletti*
O torcedor do Corinthians sempre bateu no peito por nunca ver seu time rebaixado em qualquer tipo de competição. E quem acha que a participação do alvinegro na Taça de Prata de 1982 acontecera porque o time corintiano havia sido rebaixado no Brasileirão um ano antes, engana-se. O Corinthians participou daquela competição (uma espécie de Segundona, sim) porque não conseguiu uma boa classificação no estadual do ano anterior. Não porque ele fora rebaixado no nacional em 1981.
O Corinthians bateu na trave da segunda divisão algumas vezes, no Paulista (principalmente em 2004) e no Brasileirão (em 1997). E agora o gol contra foi confirmado. A paixão da Fiel está na Série B. Um vexame histórico, sem dúvida. Mas que de forma alguma representa o fim do mundo para o time mais popular do estado de São Paulo.
Afinal, agora o Corinthians se junta definitivamente aos seus maiores rivais: São Paulo e Palmeiras, dois times que já sentiram o gosto amargo da terrível queda. O Palmeiras foi rebaixado no Brasileirão em 2002, todos se lembram. E... sim, o São Paulo caiu. E foi em 1990, no Campeonato Paulista. Mesmo com Raí e companhia, o time do Morumbi foi um fiasco total no estadual e caiu. Mas devido a uma fórmula mal elaborada (não vou chegar ao ponto de falar "manipulada" ou "manobrada", como alguns anti-tricolores gritam por aí), o Tricolor conseguiu ter o direito de disputar o título paulista de 1991 (veja abaixo o artigo 50 daquele regulamento). Uma injustiça, em minha opinião.
Afinal, enquanto Palmeiras, Santos, Corinthians, Guarani e Portuguesa se matavam para chegar na fase final, o São Paulo, já comandado pelo Mestre Telê, "treinava" contra inexpressivos times como a Catanduvense (também conhecida como "Catanduperde"), Olimpia e Sãocarlense para ter o "direito" de disputar a final do Paulistão.
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