10/9/2008 06:07 PM, posted by Appolyon Marduk in:

Lúcifer.

Lúcifer (em hebraico, heilel ben-shahar, הילל בן שחר; em grego na Septuaginta, heosphoros) significa o que leva a luz', representando a estrela da manhã, o planeta vênus, que é visível antes do alvorecer. A designação descritiva de Isaias 14:4, 12, provém duma raiz que significa “brilhar” (Jó 29:3), e aplicava-se a uma metáfora aplicada aos excessos de um “rei de Babilônia”, não a uma entidade em si, como afirma o pesquisador iconográfico Luther Link "Isaías não estava falando do Diabo.Usando imagens possivelmente retiradas de um antigo mito cananeu, Isaías referia-se aos excessos de um ambicioso rei babilônico"

A expressão hebraica (heilel ben-shahar) é traduzida como “o que brilha”, nas versões NM, MC, So. A tradução “Lúcifer” (portador de luz), (Fi, BMD) deriva da Vulgata latina de Jerônimo e isso explica a ocorrência desse termo em diversas versões da Bíblia.

Mas alguns argumentam que Lúcifer seja satanás e por isso, também foi o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Arcanjos. Assim, muitos nos dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo (caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, Adversário).

Hebraísmo / Judaísmo

Os judeus o chamam de heilel ben-shachar, onde heilel significa Vênus e ben-shachar significa "o luminoso, filho da manhã". Alguns judeus interpretam Lúcifer como uma referência bíblica a um rei babilônico. Mais tarde a tradição judaica elaborou a queda dos anjos sob a liderança de Samhazai, vindo daí a mesma tradição dos padres da Igreja.

Segundo a igreja católica, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Arcanjos. Então, Deus lhe deu uma posição de destaque entre todos os seus auxiliares. Segundo a mesma, ele se tornou orgulhoso de seu poder, que não aceitava servir a uma criação de Deus,"O Homem",e revoltou-se contra o Altíssimo. O Arcanjo Miguel liderou as hostes de Deus na luta contra Lúcifer e suas legiões de anjos corrompidos; já os anjos leais a Deus o derrotaram e o expulsaram do céu, juntamente com seus seguidores. Desde então, o mundo vive esta guerra eterna entre Deus e o Diabo; de seu lado Lúcifer e suas legiões tentam corromper a mais magnífica das criaturas mortais feitas por Deus, o homem; do outro lado Deus, os anjos, arcanjos, querubins e Santos travam batalhas diárias contra as forças do Mal (personificado em Lúcifer). Que maior vitória obteria o Anticristo frente a Deus do que corromper e condenar as almas dos humanos aos infernos, sua morada verdadeira?

A queda de Lucifer, Ilustação de Gustave Doré para o livro O Paraíso Perdido de John Milton.
A queda de Lucifer, Ilustação de Gustave Doré para o livro O Paraíso Perdido de John Milton.

A aparência de Lúcifer pode variar; acredita-se que ele (chamado agora de Diabo), pode assumir a forma que desejar, podendo passar-se por qualquer pessoa. Seu aspecto físico criado pela Igreja em seus primeiros séculos (e posteriormente herdado pelas várias religiões cristãs) fora copiado de várias entidades das mitologias e religiões de diferentes povos antigos (não exatamente ligadas a maldade); Seu reino, os Infernos, sofreu infuência do Tártaro da mitologia grega, morada de Hades, local para onde iam as almas dos mortos, cuja porta de entrada era guardada por Cérbero, o Cão de três cabeças; seus chifres eram de Pam , uma entidade grega protetora da natureza; sua fama de representar uma força eternamente em conflito com Deus veio do Zoroastrismo. Ainda encontramos coincidências com as crenças dos antigos Egipcios, quando se acreditava que o Deus Anubis (o Chacal) carregaria a alma dos mortos cujo coração ao ser pesado numa balança, seria mais pesado que uma pluma.

Durante a " baixa Idade Média",entretanto, que o "Anjo Decaído" ganhou a hedionda aparência com a qual o conhecemos hoje; asas de morcego, pés de bode, olhos de fogo, chifres enormes na cabeça, olhar aterrorizante, etc. A idade das trevas fora um momento fértil para a propagação nas crenças nas ações de forças demoníacas agindo sobre o mundo. Os milhões de mortos nas epidemias de peste negra vieram, juntamente com a ocorrência de guerras sangrentas, de que "o Anticristo estaria atuando no mundo". Foi aí que Lúcifer passou a representar a personificação do mal da forma mais intensa e poderosa que conhecemos hoje. Surge a crença de que para cada ser humano vivo na Terra, Lúcifer criou um Demônio particular, encarregado de corromper aquele indivíduo; já Deus, não poderia deixar por menos, e criou para cada ser humano um "Anjo da Guarda" ao qual incumbia da missão de proteger e zelar pela alma daquela pessoa.

Interessante observar que o próprio Jesus Cristo é a estrela da manhã que ilumina até o fim dos tempos toda escuridão(trevas), como em Apocalipse 22:16 onde está escrito: "Eu, Jesus,enviei o meu anjo.Ele atestou para vocês todas essas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e o descendente de Davi, sou a estrela radiosa da manhã.". Assim como em II Pedro 1,19 que diz: "E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumina em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela D'alva apareça em vossos corações.".

A palavra Lúcifer significa "o portador da luz" ou "o portador do archote" (a palavra tem sua origem no latim, lux ou lucis com o significado de "luz"; ferre com o significado de "carregar"). Ou seja, de acordo com a origem, seu significado é "aquele que carrega a luz". Apesar de Satanás ser originalmente conhecido como Lúcifer, perdeu seu posto ao desejar subir a alturas acima de Deus e de Seu Ungido( JESUS CRISTO ).

A visão teosófica

Corroborando outras opiniões, o Glossário Teosófico de Helena Blavatsky diz que Lúcifer é a Estrela da Manhã, o planeta Vênus, e literalmente a palavra significa O Portador da Luz. Rejeita a atribuição a Lúcifer dos defeitos do orgulho e da arrogância que o cristianismo lhe imputou, nem diz que ele é a origem do mal e tampouco o identifica com o diabo e similares, que considera produtos apenas da imaginação humana sem existência autônoma real. Blavatsky faz notar, como já foi dito acima, que o próprio Cristo, no Apocalipse (cap. XX, 16) chama a si mesmo de "Estrela da Manhã".

Mas o nome também esconde uma multiplicidade de significados alegóricos, dos quais talvez o mais importante é sua identificação com Manas, a Mente dual, a inteligência espiritual que habita em todos os homens, que tanto condescende voluntariamente em cair na matéria como é o agente que foge por si mesmo da animalidade e resgata-se para uma vida superior, sendo ao mesmo tempo o Tentador e o verdadeiro Redentor interno de cada um.

[editar] Outras opiniões

Muitos exegetas afirmam que não existe fundamentação bíblica para identificar Lúcifer como o Satã tentador. Esta confusão com Satã foi ocasionada por uma má interpretação de Isaías 14:12-15: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao (Seol) inferno, ao mais profundo do abismo.".

Imagem de Lúcifer na catedral Saint-Paul de Liège, na Bélgica.
Imagem de Lúcifer na catedral Saint-Paul de Liège, na Bélgica.

Esta interpretação é geralmente atribuida a São Jerônimo, que ao traduzir a Vulgata atribuiu Lúcifer ao anjo caído, a serpente tentadora das religiões antigas, embora antes dele esta interpretação não existisse. Oficialmente a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de Diabo, mas apenas o estado de "caído" (Petavius, De Angelis, III, iii, 4).

Por exemplo, a enciclopédia Estudo Perspicaz das Escrituras, vol.1, pág, 379, explica que “o termo “brilhante”, ou “Lúcifer”, é encontrado na “expressão proverbial contra o rei de Babilônia” que Isaías mandou profeticamente que os israelitas proferissem. De modo que faz parte duma expressão dirigida à dinastia babilônica.

Que o termo “brilhante” é usado para descrever um homem e não uma criatura espiritual é notado adicionalmente na declaração: “No Seol serás precipitado.” Seol é a sepultura comum da humanidade — não um lugar ocupado por Satanás, o Diabo. Além disso, os que vêem Lúcifer levado a essa condição perguntam: “É este o homem que agitava a terra?” É evidente que “Lúcifer” se refere a um humano, não a uma criatura espiritual. — Isaías 14:4, 15, 16.”

Por que se dá tal ilustre descrição à dinastia babilônica? Temos de dar-nos conta de que o rei de Babilônia seria chamado de brilhante apenas depois da sua queda e de forma escarnecedora. (Isaías 14:3)

O orgulho egoísta induziu os reis de Babilônia a se elevarem acima dos em sua volta. A arrogância da dinastia era tão grande, que ela é retratada fazendo a seguinte declaração jactanciosa: “Subirei aos céus. Enaltecerei o meu trono acima das estrelas de Deus e assentar-me-ei no monte de reunião, nas partes mais remotas do norte. . . . Assemelhar-me-ei ao Altíssimo.” — Isaías 14:13, 14.

As “estrelas de Deus” são os reis da linhagem real de Davi. (Números 24:17) A partir de Davi, essas “estrelas” governavam desde o Monte Sião, e com o tempo, o nome Sião passou a ser aplicado a toda a cidade. Por decidir subjugar os reis judeus e depois removê-los daquele monte, Jerusalém, Nabucodonosor declara sua intenção de se colocar acima dessas “estrelas”. Em vez de atribuir a Deus o mérito dessa vitória sobre eles, coloca-se arrogantemente no lugar Dele. Portanto, é depois da sua queda que a dinastia babilônica é chamada zombeteiramente de “brilhante”.

Com certeza a arrogância dos governantes babilônicos realmente refletia a atitude de Satanás, o Diabo também chamado de o “deus deste sistema de coisas” ou o “deus deste mundo”.-(2 Coríntios 4:4)

Satanás também anseia ter poder e deseja colocar-se acima de Deus. Mas a Bíblia não atribui claramente o nome Lúcifer a Satanás”.- it-1 379.

10/9/2008 06:00 PM, posted by Appolyon Marduk in:

O solstício de verão é um tempo de abundância, de prazer e de fertiliade. É quando as noites são curtos e os dias longos, e a natureza está no ápice de sua produtividade.

 

É o ponto de mudança das marés de poder do Ano Sagrado, quando finalmente acaba o Ano Crescente e começa o Ano Decrescente até o solstício de inverno.

 Enquanto alguns dos ritos pagãos de solstício de inverno sobreviveram na cultura da sociedade cristã, os ritos de verão foram todos praticamente erradicados, mesmo embora os cultos tenham sido mais importantes do que os de inverna para a maioria dos antigos povos pagãos da Europa.

 

Uma hipótese bem provável para o desaparecimento dos cultos do solstício de verão com a chegada da era cristã é a de que os ritos de solstício de inverno sempre eram vistos como festivais do céu e do sol, encarados por divindades masculinas, enquanto os de verão eram cultos da fecundidade, da Terra, encarado pelo Divino Feminino. É amplamente reconhecido que a civilização ocidental suprimiu sistematicamente o feminino, saqueou a Terra e, ao mesmo tempo, exaltou o masculino, forçando a promoção de religiões relacionadas aos deuses celestes. Não é de admirar que os grandes festivais de adoração à Terra, incluindo, além do solstício de verão, as datas comemorativas de maior e as celebrações de lua cheia, foram esquecidos pela maioria das pessoas. Conclusivamente, para os pagãos de grupos de reconstrução pagã e os clãs sobreviventes do antigo paganismo que se interessam por reparar a degeneração cultural do feminino e a atitude calculada que isso representa com relação à natureza, a redescoberta da observação do solstício de verão deve ser vista com especial interesse.

 

As ervas tinham um destaque bem peculiar nesta data. Sendo que o solstício de verão era um tempo carregado de energias femininas da Terra, eram os dias principais para a colheita de ervas especiais pelas quais se poderia combater as ervas daninhas, curar inúmeras doenças e proteger as pessoas contra feitiçarias e encantos.

 

Um simples exemplo seria o das samambaias, pois acreditava-se que a meia-noite do solstício de verão elas afloresciam e que logo demais espalhavam sementes. Quem as colhesse receberia poderes e conhecimentos miraculosos, mas a pessoa deveria tomar cuidado para não tocar na planta mágica com as mãos, pois ela desapareceria como uma névoa. Cada uma das muitas variedades de samambaias tinha propriedades únicas.

 

Assim ocorre com a varinha mágica dentro da bruxaria, pois ela deve ser de um galho de aveleira cortado na noite do solstício de verão e assim pode ser usado como cajado. O cajado é o símbolo sagrado e máximo do deus germânico Wotan, do deus nórdico Odin, e outros deuses celtas. Uma das propriedades mágicas desta vara era o de encontrar tesouros e água. Outras ervas associadas ao solstício de verão Europeu era a camomila, o gerânio, o tabaco, a arruda, a menta, a férula, a verbena, a erva-de-são-joão,e  outras ervas aromáticas que eram atiradas nas fogueiras tornando o festival algo caracterizado.

 

 Na verdade estes são apenas resquícios dos antigos festivais de solstícios de verão. Ele bem mais antigo e universal do que se conhece. Ele não era somente o principal festival do fogo indo-europeu “como também o mais sagrado e difundido de todos os festivais anuais celebrados pelos primitivos arianos da Europa” de acordo com Dolores LaChapelle, em sua bem reconhecida obra Earth Wisdom.  

 

 As fogueiras acessas no solstício de verão acesas na Dinamarca e na Noruega tinham por objetivo banir as doenças dos campos e dos castelos. Na Áustria, as pessoas lançavam discos acesos no ar. Os alemães mantinham a mesma tradição representada com o uso de coroas de Artemísia e de Verbena e olhavam a fogueira entre galhos de Delfínio, pois acreditavam que isso garantiria a saúde de seus olhos. Ao afastar-se da fogueira, atiravam ervas no carvão dizendo: “Que minha desgraça afaste-se e seja queimada nesta fogueira”.

 

 Na Boêmia, os jovens colhiam galhos de casa em casa pedindo bênção e as jovens faziam grinaldas e ramalhetes e então se reuniam todos em volta da fogueira na noite do solstício de verão. De uma lado ficava as meninas e do outro lado oposto da fogueira os meninas. As jovens miravam seus pretendentes através das guirlandas e quando o fogo estivesse mais manso elas jogavam suas grinaldas para eles e se davam as mãos pedindo bênção para os deuses antigos em seu futuro casamento. As guirlandas que se queimavam na fogueira eram sinal de proteção contra doenças e tempestades durante o ano.  

 

 Nas Ilhas Britânicas fogueiras eram acessas nesta época em todos os reinos pagãos, e passavam entre as fogueiras o gado para que fossem abençoadas e os celtas costumavam também fazer competições.

 

 O solstício de verão é um tempo em que a natureza transpira abundância e, portanto, as pessoas o associam a fertiliade e a sexualidade. Estas eram datas mais populares para casamentos, que podiam ocorrer tanto na primavera quanto no verão. A Noiva Sagrada era um símbolo do divino feminino do verão.

 

Na Suécia a Noiva do Verão escolhia um noivo simbólico entre os garanhões da tribo e os moradores da comunidade anagariavam fundos para os noivos, que eram vistos como casados, e os mantinham sob observações pois tal união era sagrada e garantiria a fecundidade da terra através da noiva sagrado enquanto esta estivesse satisfeita com seu “marido”. E isto se reflete em muitos dos atuais ritos remanescentes do antigo paganismo como hábito de se manter dentro dos clãs trabalhos mágicos entre uma noiva e um noivo.  

 

O sexo ritualizado tanto nas sociedades primitivas como no taoísmo é proveniente de raízes inteiramente diferentes do que as atividades sexuais do ocidente, na qual a ênfase estava voltada para a fertilidade, fecundidade e reprodução. Nas culturas ocidentais que se formaram do primitivos arianos da Europa, a ejaculação do homem é muito importante, pois está ligada à fertilidade e ao ego masculino. Já no sexo ritualizado, o interesse principal é o aprimoramento dual, os laços com o grupo e com a natureza.

 

 Os antigos acreditavam que, quando um casal está equilibrado do ponto de vista energético e sintonizado durante o intercurso prolongado e extático, transmite uma influência harmonizadora que se estende para a sociedade e a natureza. Também acreditavam que tais influências harmonizadoras eram particularmente necessárias e efetivas quando o céu e a Terra estavam em seus extremos, ou seja, nos Solstícios.

 

 No Solstício de Verão, na exuberância das flores, do fogo, do sexo e da morte, as energias são liberadas, aproxima-se o momento de transformação e o céu e a Terra unem-se por um momento. Assim, a vida continua.

 

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