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Palavras de salvação - As Alianças de Deus com os homens - 03.

Palavras de salvação

As Alianças de Deus com os homens - 03.

Continuação do post anterior.

Aliança com Abraão - Depois disso, Deus escolheu a Abraão, da descendência de Sem, para fazer uma nova aliança com a humanidade. Essa aliança com Abraão teve três etapas: Primeira – Deus mandou Abraão sair da sua terra e da sua parentela e ir para uma terra que seria mostrada depois. Prometeu que lhe abençoaria, faria dele um grande povo e, por meio dele, abençoaria todas as famílias da terra. Segunda – Deus prometeu que daria a terra de Canaã à descendência de Abraão e estabeleceu a circuncisão como sinal da fé em Deus dos homens que participassem dessa aliança (Gênesis 17.11). Terceira – Deus declara que Abraão seria o pai de muitas nações e o SENHOR seria o seu Deus. E daria à sua descendência a terra de Canaã para sempre. Essa Aliança foi baseada na fé que se expressou na obediência de Abraão, e por isso as promessas feitas a Abraão são para todas as famílias que forem incluídas na família de Deus, pela fé (Gênesis 11.3; Gálatas 3.9). Essa aliança foi depois renovada com Isaque e Jacó (Levítico 26.42). Abraão e sua descendência não deveriam sair da terra da promessa. Mas Israel, descendente de Abraão, mudou-se de vez, para o Egito, com toda a sua descendência (Gênesis 47.27). E Deus fez exercer, mais uma vez, o seu juízo e a descendência de Jacó foi escrava na terra de faraó.

Aliança com Moisés - Novamente o SENHOR por sua graça e misericórdia gratuita e imerecida, chamou a Moisés, para renovar sua aliança com a humanidade e retirar o povo da promessa, da escravidão no Egito. Deus fez Aliança com o povo de Israel e Moisés foi o mediador entre Deus e o seu povo. Naquele tempo as alianças eram feitas com sangue. E Moisés aspergiu o sangue da Aliança sobre o povo (Êxodo 24.8). Essa Aliança veio para resgatar as promessas feitas a Abraão, e Deus, com muitos sinais e milagres, retirou o seu povo da escravidão. Entregou a Moisés a Lei e os Mandamentos que, quando foram lidos, no Monte Sinai, fizeram o povo declarar: “Tudo o que falou o SENHOR, faremos e obedeceremos” (Êxodo 24.7).

Deus prometeu três coisas condicionadas a obediência do povo de Israel e o cumprimento de sua Aliança, com suas Leis, Preceitos e Decretos : 1 – O povo de Israel seria sua propriedade particular e seu povo especial dentre todas as nações. 2 – Seria um reino sacerdotal; teriam acesso a Deus e deveriam representar o SENHOR perante o mundo; e, 3 – seria povo santo, diferente das nações pagãs que o rodeavam, uma nação separada, que serviria e prestaria culto a Deus (Êxodo 19.5,6). No Monte Sinai, houve uma ordenação de toda a vida do povo de Israel, que tinha sido um povo de escravos, desorganizados, e que idolatravam imagens dos deuses pagãos do Egito. A Aliança Mosaica redefiniu a vida religiosa e civil, refazendo e reordenando a vida do povo de Israel. A LEI foi dada a Israel em três elementos: 1 - Os dez mandamentos (Êxodo 20.1-26). 2 – Os juízos, governo da vida social do povo (Êxodo 21.24-11); e, 3 – as ordenanças, governando a vida religiosa e o sistema levítico e sacrificial (Êxodo 24.12-31.18). Nessa Aliança Mosaica, Deus confirmou o seu povo, na descendência de Israel e deu-lhes uma Lei para que nunca se esquecessem do que deveriam fazer para se salvarem. Mas o povo continuou mostrando que preferia as trevas e a maldade e desobedecia ao Senhor.

A trajetória do povo de Israel no deserto e na terra de Canaã é uma longa história de rebelião, desobediência e violação da Lei. Então, Deus mandou os Seus Profetas falarem ao seu povo, advertindo-o das conseqüências que adviriam a Israel pela desobediência à Sua Lei, pedindo ao povo que se arrependesse (Isaías 55.7). Alguns reis de Israel fizeram o que era mal perante o Senhor e adoraram deuses pagãos. Também desviaram o seu rosto do tabernáculo e lhe voltaram as costas; fecharam as portas do pórtico, apagaram as lâmpadas, não queimaram incenso, nem ofereceram holocaustos ao Deus de Israel (2 Crônicas 29.6,7) O povo passou a fazer os sacrifícios, para a remissão dos pecados, sem ter o coração arrependido, e voltava a pecar e novamente sacrificar. Até o ponto em que o SENHOR advertiu, pelos profetas, que queria um coração arrependido e uma fé perseverante, em vez de sacrifícios (1 Samuel 15.22; Isaías 1.11-17; Jeremias 7.21-28). O SENHOR disse que haveria uma Nova Aliança (Jeremias 31.31,32). Mas a desobediência à Lei continuou.

Então veio a Justiça de Deus sobre o povo de Israel que já havia sido separado em dois reinos (1 Reis 12.16) e que foram, posteriormente, destruídos. Primeiro o Reino do Norte pelos assírios e depois o reino do Sul pelos babilônios. Jerusalém e o Templo foram destruídos. Os utensílios sagrados do Templo foram violados e levados para a Babilônia e o seu povo feito novamente cativo por setenta anos (2 Reis 25.21). Os que conseguiram fugir ficaram no exílio, espalhados pelo mundo (2 Crônicas 36.15-21). Depois dos setenta anos, quando o Templo esteve destruído e o seu culto deixou de ser realizado, Deus usou de sua misericórdia e despertou o espírito do Rei Ciro, dos persas, que mediante decreto real, determinou aos judeus que estavam na servidão, que deveriam voltar e reconstruir o Templo do “Deus dos Céus” e restituiu os utensílios sagrados do Templo (Esdras 1.1-11). Mas a maioria dos judeus não creu e preferiu não voltar. Preferiu ficar na Dispersão, em vez de voltar para a terra prometida. Somente muitos anos depois é que graças aos grandes esforços de Esdras e Neemias, voltou a funcionar o culto no Templo e os sacrifícios foram restabelecidos. Porém grande parte do povo de Israel não confiou e preferiu continuar vivendo em outras cidades, em outras nações, e passaram a cultuar em suas sinagogas tendo nascido aí o Judaísmo.

Continua no próximo post.




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