11/1/2010
Micos de Réveillon

Como todo brasileiro gosta de programar as coisas de última hora, desta vez não foi diferente com as três mosqueteiras e sua viagem de réveillon. O plano era Rio de Janeiro ou Angra dos Reis, assim que ficaram com a segunda opção foram em busca de uma casa legal para alugar e lançaram a idéia para vários amigos e amigas também brasileiros e sem planejamento prévio que prontamente disseram um a um: tô dentro.

Fecharam uma casa para 8 pessoas e conforme os dias foram passando, todas as pessoas, por diferentes motivos foram desistindo de passar a virada de ano em Angra. Com isso, as mosqueteiras teriam que bancar o preço total entre elas e saíram em busca de novos interessados para tornar o réveillon mais animado e dividir a conta. Neste meio tempo uma queria ir dia 29 de dezembro para aproveitar mais, mas as outras só poderiam ir no dia 30 de dezembro porque trabalhariam até o final da tarde. Conseguiram um casal de Campinas e mais dois amigos que encontrariam com elas no meio do caminho, com a metade combinada dos suprimentos.

Já resignadas com as desistências dos amigos e familiares e felizes com as novas aquisições para o grupo, saíram de carro no dia 30 com a sua metade de suprimentos alimentícios e muita animação. Era o destino, teria que ser muito bom. Recém saídas de Sampa recebem uma ligação e ficam sabendo que o grupo de Campinas bateu o carro, deu perda total, e alguém teve ferimentos leves. Resumindo eles não iriam mais para Angra. Eram elas de novo, as três e metade dos suprimentos.

Bem mais avançadas na estrada, o freio do carro começa a dar problema, param no acostamento e um motoqueiro sinistro fica de olho, voltam a andar puxando o freio de mão, e encontram um destes guinchos que sugere que deixem o carro parado por uns quarenta minutos, isso deveria resolver. Feito isso continuam seu caminho. Nada nem ninguém poderá impedi-las. Chegando ao condomínio onde alugaram a casa, duas precisam comprar pão e cigarro, por volta das 5h00 da manhã do dia 31 e uma decide voltar e abrir a casa, descansar um pouco, estava cansada e gripada. Chovendo pelo que me lembro dos relatos. É chovia no dia 31. Ela pega a chave e vai para casa, era a chave errada, senta então em uma cadeira molhada e espera as duas amigas chegarem com o pão, o cigarro e a chave certa.

A casa era bem legal, a cidade de Angra horrível e a praia próxima não muito bonita só para resumir os fatos. A grande questão neste momento é onde passariam a virada de ano. Descobrem com um amigo de uma amiga que vai ter uma festa num outro condomínio, mas primeiro decidem passar a meia noite na praia, estourar champagne, todas aquelas tradições de quem está perto do mar. Como chove, logo desistem do glamour e de seus lindos vestidos brancos e novos e vão bem simples, se molhando mesmo em sua caminhada rumo a praia. Como se perdem um pouco e já saíram tarde, os fogos estouram antes delas chegarem no local. No fim tinha bastante gente arrumada dentro de uma barraca de praia e elas não se sentiram bem para entrar, molhadas e ‘mal vestidas’. Beberam na praia e decidiram voltar para casa, tomar banho, se arrumar e ligar para o menino da festa do condomínio. Já prontas ligam e escutam o seguinte: A festa tava ótima até agora, mas acabou a luz. Duas esperam enquanto uma dorme, a luz da festa não volta, decidem ficar em casa mesmo e dormir.

Dia 1 do ano 2010, com os incidentes que ocorreram em Angra, receberam ligações de amigos e parentes para saber se estavam bem e longe de perigo. Ficaram sabendo que a estrada estava com problemas, entre outros detalhes. Pelo menos fazia sol e puderam fazer um passeio de catamaran pelas ilhas. Claro que a moça que vendeu as entradas não falou que iam parar em vários pontos para fazer snorkel e elas paravam, nadavam, tomavam sol, mas eram as únicas sem máscara e pés de pato.

Catamaran também estava no destino das moças, a festa que iriam no dia 1 do ano daria direito a transporte de catamaran, a festa estava meio vazia, mas a Juliana Paes estava lá, o moço do catamaran era forte e parecia bonito, tinha um lindo modelo na balada que acabou ficando com uma das mosqueteiras e as outras riram, beberam e se divertiram muito.

Este é o resumo de uma grande história de uma amiga minha e duas amigas dela. História mais do que baseada em fatos reais. É uma história real, daquelas que merecem ser contadas.

No final minha amiga disse: Ah Apesar de tudo, foi bom! Este é o verdadeiro espírito de Réveillon, o que passou ficou mesmo em 2009 e 2010 só alegria. Esperamos que os micos tenham ficado para trás também.

R.K.A

posted by **C.C**R.K.A.** at 3:24 PM | in:
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