
O ano de 2010 começa com uma série de avisos da natureza que viraram notícia: alagamentos, enchentes, pessoas mortas, outros que perderam suas casas, desastre em Angra Dos Reis por excesso de chuva e avalanche de terra. A natureza tem dado sinais constantes de que as coisas não vão bem, no Brasil e no mundo todo. Nos locais do planeta onde já é normalmente frio, está muito mais, em algumas ilhas novos tsunamis, no Brasil constantes chuvas e alagamentos. Animais desorientados, geleiras acabando aos poucos, locais próximos ao mar cada vez mais inseguros.
O tragédia de Angra dos Reis matou ricos que estavam em uma pousada de luxo, matou moradores do local e outros turistas que alugaram casas. Deste triste ocorrido podemos tomar como lição que chegou a hora de pensarmos coletivamente, na verdade somos todos iguais, independente de onde moramos e da onde viemos, como neste caso não havia diferença entre nenhuma das pessoas que ali estavam. O que fez diferença foi a ajuda que uns deram para os outros, sem perguntar seus nomes, ou quanto dinheiro tinham, apenas com o objetivo de salvar uma vida. Não havia ali, naquele momento, ricos x pobres, todos eram e são iguais como pessoas.
É esse espírito coletivo que tem que permanecer em todas as situações. Se na verdade a gente leva desta vida somente a vida que a gente leva, porque queremos toda riqueza do planeta em nossos bolsos? Ligamos a televisão e vemos pessoas perdendo as suas casas por tanta chuva, aí alguém diz: ah, mas isso é bem longe daqui, não tenho que me preocupar, aqui não alaga. Na verdade é sim um problema de todos, hoje é lá amanhã é aqui, todos precisamos de todos e no final vamos para o mesmo lugar, e lá não carregaremos carros, casas, relógios, computadores e roupas.
Vale buscar a verdadeira riqueza que é espiritual. Do quanto temos e podemos nos desenvolver e sermos melhores pessoas, cidadãos, pais e filhos. Tem uma frase que diz: ”Um mundo melhor para nossos filhos ou filhos melhores para nosso mundo?”
Já perdemos tanto tempo destruindo a natureza, puxando o tapete do colega, fazendo acordos políticos para subir de cargo, ridicularizando os outros. Acho que todos os incessantes avisos da natureza querem dizer a mesma coisa: Chega!
A reflexão aqui não é para que alguém faça como Santa Clara e São Francisco por exemplo, abandonem suas famílias, dinheiro, doem tudo aos pobres e se dediquem a uma vida santa. Sem extremos e sem excessos apenas para avaliarmos individualmente como podemos agir mais coletivamente e sermos melhores pessoas para o mundo.
R.K.A
