24/12/2009
Brasil X EUA e quem perde é a criança

Normalmente no Natal já ficamos mais sensíveis e uma história que mexeu muito comigo foi saber que o menino Sean foi entregue ao pai americano, na véspera de Natal, para embarcar direto para os Estados Unidos. Para mim mais uma decepção com o país Brasil.

Não acho que o que a mãe brasileira fez ao sair dos Estados Unidos sem avisar o pai da criança foi correto. Mas o que está feito está feito e o menino que na época tinha quatro anos hoje tem nove. A mesma justiça brasileira que deu ao padrasto brasileiro a guarda da criança, cinco anos após está voltando atrás em sua decisão e mandando o menino direto para os EUA.

Também não acho que está em questão a vontade do pai legítimo de viver com seu filho e nem julgo isso. Coloco em julgamento a justiça brasileira. A mãe dele morreu no parto da irmã que hoje tem pouco mais de um ano de idade. Aqui além de morar no Rio de Janeiro e ter uma família com avó, irmã, padrasto e outros parentes, já tem uma rotina com amigos, colégio e gosta da vida que tem. Fala português, mora na praia e acima de tudo é brasileiro.

De repente anos mais tarde o Brasil decide que no dia 24 de dezembro o menino deve ir direto para os Estados Unidos com seu pai. Ele não foi ouvido, ou seja, a opinião dele ou vontade não foi considerada. A avó foi impedida de viajar com o menino e passar o Natal junto do pai americano para tornar a transição mais amena.

Conclusão foi que ele pegou o avião com o pai, numa transição brusca, em dia de Natal para ir para um país diferente, de língua diferente, onde no momento faz muito frio e o mais crítico, não foi por opção e nem por um período curto.

Sean estava vestindo uma camiseta da seleção brasileira. Coincidência? Acho que foi a única forma que ele teve de manifestar a sua vontade.

“Em resposta a decisão do Supremo Tribunal Federal, o Senado dos EUA aprovou imediatamente, ainda na noite de terça-feira, a lei comercial que prorroga benefícios alfandegários de bilhões de dólares para algumas exportações brasileiras. O senador Frank Lautenberg, de Nova Jersey, havia obstruído a votação como forma de protesto.”

Como a própria avó do menino disse, a sensação que dá é que foi um acordo puramente político. O Brasil vendeu o Sean. Se não fosse assim, a transição seria mais amena, com o menino se familiarizando com o pai aos poucos, com a língua, com a cultura e não indo definitivamente, sem poder se manifestar, no dia de Natal e sem a presença dos familiares brasileiros.

Que país é esse?

R.K.A

posted by **C.C**R.K.A.** at 2:57 PM | in:
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Comments:
Tem muito mais por trás dessa história...
Felizmente (ou infelizmente, por causa do tempo que levou...) foi devolvida a guarda do menino a quem de direito. Basta se aprofundar um pouco, bem pouco mesmo que o real motivo dessa demora vem à tona. A família da mãe de Sean é parente de uma famosa guerrilheira, gente da patotinha do Lula e seus comparsas. Após sua morte (já foi tarde, nisso os militares erraram feio!) a Justiça brasileira conseguiu a liberdade de tomar a decisão correta. Agora por causa da demora, houve uma série de implicações. Sim, concordo que o menino já estava acostumado com o ambiente a que foi obrigado a viver (sem a mínima chance de escolha, ele só tinha 4 anos), mas discordo totalmente que a opinião dele devesse ser ouvida, já fora feita uma lavagem cerebral e obviamente ele diria que seu lugar era ao lado dos avós maternos e padrasto. Enfim, foi feita a justiça e não se fala mais nisso. Há muita coisa mais relevante para se comentar...
Comentário por Anonymous as 9:29 PM, 24/1/2010 | Link | |


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