O que faz vocês pensarem que a era em que vivemos hoje é melhor do que antigamente? Temos muita velocidade, agilidade e informação hoje, mas em compensação perdemos muito das relações humanas de décadas atrás. Fazemos pesquisas de preço de um produto em apenas alguns minutos, reservamos um hotel do outro lado do mundo pelo computador, como também conversamos com um amigo que está no Japão em tempo real, pesquisamos sobre destinos que sonhamos em conhecer, lemos críticas e comentários de consumidores de todos os tipos de serviços e produtos.

Podemos fazer supermercado pela internet, farmácia por telefone, e também pizza, sushi, comida italiana, chinesa e quase todas as outras a disposição com apenas um telefonema e meia hora de espera. Temos revistas e jornal entregues em casa, com a opção de negociar também com a padaria a entrega do pão e do leite. Em apenas alguns minutos temos acesso a praticamente qualquer informação, podemos comprar qualquer produto e nos comunicamos com qualquer pessoa. Alugamos vários filmes, vamos ao cinema assistir a outros tantos e o assento tem local marcado, assistimos à televisão colorida e mudamos de canal sem parar pela quantidade de opções. As crianças têm tantos brinquedos e alternativas tecnológicas que enjoam de tudo muito rápido. Velocidade. Era do conhecimento, da tecnologia e sem dúvida da velocidade. Somos a era do: queremos tudo para ontem.
Mas imaginem como era lá atrás quando as pessoas se falavam mais por telefone, se reuniam nas portas de casa, escutavam música, faziam as refeições juntos, conversavam muito, se divertiam com qualquer jogo ou brincadeira, namoravam na frente do portão, revelavam fotos e faziam álbuns maravilhosos. Ir ao cinema era uma grande expectativa e um grande evento para qualquer um.
Falamos em fotos e hoje temos máquinas digitais, tiramos várias fotos e se não ficou bom já avaliamos na hora e pedimos outras poses das pessoas, olhamos no computador e raramente revelamos, montamos álbuns ou porta retratos, isso quando enviamos as fotos para as pessoas. A tecnologia agilizou muito as coisas, mas também tirou muito dos encontros, das trocas, dos telefonemas. Se um tinha o açúcar e o outro o café, já faziam um bolo e virava uma agradável reunião. Imagino que era assim, todo mundo se cumprimentava, batia papo, conhecia os vizinhos pelo nome. Com quantos vizinhos vocês conversam ou passam de um cordial bom dia?
E o celular e o computador, conseguem se imaginar sem? É um torpedo atrás do outro, novidades e encontros marcados, arquivos salvos, agenda, nossa vida está arquivada nestes aparelhos. Se sumirem, pifarem ou forem roubados o que fazer? E se tiver um blackout ou falha dos provedores? Todo mundo fica parado, desnorteado, sem ação. Fora a quantidade de gente que só conhecemos pela voz ou pela escrita, ficamos um tempão sem conhecer pessoalmente.
Tenho meus vícios tecnológicos também, adoro computador, celular, sou adepta dos sites de relacionamento, mas tem hora que penso que antigamente deveria ser melhor, mais comunicação e relações menos frias e mais cordiais. Por um lado muito mais simples, mas por outro extremamente rico e valioso. Mal consigo me entender com um celular já lançaram três mais modernos, outras tantas máquinas digitais com melhor resolução, laptops cada vez menores, mais leves e mais rápidos.
Nem melhor nem pior apenas diferente. Podemos só tirar um pouco o pé do acelerador. Um pouquinho menos de VELOCITTÁ. O que acham?
R.K.A
