27/11/2009
Nós Somos Manas

Esta história começa em uma faculdade de São Paulo para cursar Turismo. Algumas se conheceram durante o ‘trote’, outras porque vinham da mesma região e dividiam o mesmo meio de transporte, outras porque buscavam carona, ou porque simplesmente sentaram-se próximas nos primeiros dias, umas antes e outras depois, primeiro duplas e de repente eram sete. O destino tratou de fazer as sete manas por motivos diferentes escolherem o peculiar curso de Turismo e no meio de tanta gente alternativa, descolada, praiana e ‘maluquete’ foram se reunindo por afinidade.

Aqui falaremos de amizade verdadeira e duradoura, coisa rara nos dias de hoje. As manas como se autodenominam, são diferentes e também muito iguais. Tem japonesa, mameluca, osasquense, viajante, branca, paraguaia. Uma vive no mundo da lua, outra é misteriosa, pode ser bocuda, tem também a mais comportada, a trabalhadora e a hiperativa. E tudo isso se mistura muitas vezes. Tudo junto e misturado. Claro que durante um curso de quatro anos de faculdade, parte mudou de área e escolheu outra carreira, outras foram estudar a noite para fazer estágio, algumas permaneceram estudando pela manhã, uma foi viajar e depois de um tempo não voltou mais, algumas em diferentes momentos até se ajudaram e trabalharam na mesma empresa.

Neste período teve tanta coisa: os conhecidos trabalhos ‘broadway’, alguns eram realmente fantásticos, mas outros eram apenas melhores que os  outros trabalhos, seja como for, provocavam a ira da turma alternativa que preferia o bar ao estudo. Muitas comemorações dentro e fora de classe, boas notas, pudim com velinha para aniversário de uma, surpresa no estacionamento para outra, amigo secreto de páscoa, balões no aeroporto, sem se preocupar com o que os outros iam pensar. Normais num mundo de anormais ou será o contrário? Anormais num mundo de normais? Seja como for o que nunca faltou para as manas foi atitude. Tiveram namoros, baladas miadas, churrascos, trabalho com lanche na casa mais próxima, tio da van, horas sem dormir, TCC, muitos apelidos, hot dog, sítio, baladas legais, viagens pela faculdade que viraram verdadeira comédia, desbravando o interior, tomando café da manhã na casa de senhoras receptivas, camas que levantavam pó, almôndega dentro da lasanha para assar, pão de queijo com doce de leite, aventureiras.

Mesmo assim, com todas as mudanças a amizade se manteve, estando mais ou menos distantes, às vezes em duplas por questão de logística, por e-mail em muitos momentos, outras vezes em grupo, tentando sempre se encontrar presencialmente uma vez por ano, para um amigo secreto todo especial. Quando a primeira mana se casou, foi literalmente um acontecimento todo especial, começaram a ver como o tempo passou e como cresceram. Cada uma evoluiu muito individualmente e também juntas.

Falando em evolução, mudaram o jeito de se vestir, buscaram seus objetivos profissionais e ainda buscam crescimento constante, namoraram e terminaram algumas vezes, tomaram puchadas de tapete e decepções e melhoraram como seres humanos. Uma foi fazer estágio na Disney, outra foi trabalhar e morar em um hotel fora de casa, outro foi buscar sua vida milhas distantes daqui, outra foi e voltou porque resolveu ser uma japonesa 100% e tem também a que mudou de carreira, a que não desistiu de achar o seu lugar ao sol mesmo diante de todas as dificuldades. Quanta coragem destas jovens meninas.

As manas são amigas há nove anos pelo que me consta, hoje são seis morando no momento no Brasil e uma morando no exterior. Quando digo no momento é porque algumas delas podem hoje estar aqui e amanhã em Dubai ou Japão. As manas estão juntas até hoje pelo fato de serem leais aos princípios e valores que a grande maioria deixou de lado, incluindo a amizade. Que seja eterno enquanto dure e que dure para sempre.

R.K.A

posted by **C.C**R.K.A.** at 4:31 PM | in:
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Comments:
Manas
Ai que lindo! Grandes verdades descritas com belas palavras. Parabéns, Renata. E concordo com sua insistência e preocupação com o encontro anual: "Amigos a gente tem que ver sempre, pq caminhos que a gente pouco percorre, costumam permitir o nascimento de ervas daninhas".
bjs meninas
Dantas
Comentário por Dantas as 11:39 AM, 1/12/2009 | Link | |


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