Tribuna Cética

O avanço científico e a origem do universo (K.Stumpf)

001212, 4-Jul-2009 .. Postado em Artigos da Tribuna Cética .. 1 comentários .. Link
 

É cedo para dizer que o universo foi projetado por uma força superior inteligente. Deixar de pesquisar e apenas acreditar é parar no tempo. O homem é investigador por natureza, é curioso. Costumo fazer a seguinte analogia: Acreditar sem investigar é como ganhar uma caixinha fechada e guardá-la até a morte sem ao menos tentar abri-la. Isto é, você nunca vai saber o que havia dentro da caixinha, mas após sua morte alguém vai tentar abri-la e se conseguir irá descobrir e avançar seus conhecimentos.

A física dá saltos cânticos e se aproxima da verdade sobre a origem do universo. Este é um caminho racional e Deus não aparece nele. O átomo não é mais a menor partícula existente e assim, abre alas para novas descobertas. Cientistas afirmam que um átomo não necessita de uma reação para surgir, ou seja, ele pode surgir por acaso. Estuda-se a possibilidade do universo ser finito e formado de diversas galáxias.

O aperfeiçoamento da física quântica possibilitou a elucidação de fenômenos que antes eram desconhecidos e proporcionou a descoberta de uma nova família de partículas e de campos para suas interações. Surgiram esperanças no avanço das pesquisas da matéria e suas interações, como exemplo o comportamento dos buracos negros, o big-bang, o interior dos prótons, nêutrons e partículas que estão sendo descobertas.

Esta mesma área da física nos trouxe aparelhos sofisticados, menores que os antigos e mais eficientes. Em suma, computadores, celulares e outras tecnologias estão perdendo em tamanho e ganhando em eficiência. Os principais e fundamentais fatores do modelo econômico da globalização mundial estão nos saltos cânticos. Devemos isto a física-laica e gênios como Max Planck, Henrich Hertz, Bohr, Einstein, Infeld e outros. A verdade ainda não foi revelada, mas a ciência caminha em direção a ela. Mesmo assim, uma visão mais probabilística e menos racionalista da verdade se impõe sobre nós, ou seja, a posição mais apropriada continua sendo a agnóstica.

A superação contínua do conhecimento é essencialmente necessária, pois ela prova o que não é, e com isto elimina inverossimilhanças. Este avanço assusta doutrinadores religiosos, haja vista que ameaça às escritas e até mesmo à possibilidade de existência divina. Os teístas têm pavor do encontro definitivo com a resposta, pois acreditam que se enunciada condenaria todos a um estado de inutilidade existencial. Sem uma análise ao menos superficial, faz se parecer um inferno a possibilidade de não haver fundamento básico para o mundo físico e sim apenas partículas que se dividem e se sucedem.


A teoria do Big Bang


O termo big bang é oriundo de um físico inglês chamado Fred Hoyle, o qual ridicularizou a teoria, cognominando-a desta forma e, dando a entender que se tratava de uma “explosão”, o que de fato é inverídico. Hoyle defendia outra teoria conhecida como Universo Estacionário. O big bang marca a fase densa e quente sofrida pelo universo, que deu início a sua expansão, conforme derivação das equações de Friedmann a partir das equações de Einstein. Atualmente, os dados existentes permitem saber como é a geometria do universo, porém não se tem idéia de sua topologia. Pressupõe-se que o universo tenha cerca de 13,7 bilhões de anos. A extensão do universo foi determinada por Edwin Hubble (1889-1953) ao provar a existência de outras galáxias e que estas se afastam de nós. O trabalho de Hubble definiu nosso lugar no cosmo. Em 1924 houve a publicação de fotografias provando que as manchas de luz difusas e distantes, chamadas de nebulosas, se tratavam de gigantescos sistemas de aglomerados de estrelas semelhantes à Via Láctea, e não poeira e gás como pensavam alguns cientistas anteriormente. Constatou-se ainda que as galáxias se afastam em velocidade proporcional à distância que as separa, isto é, quanto maior a distância, maior a velocidade. Junto com Milton Homason, Hubble elaborou a equação conhecida como Lei de Hubble-Homason (vm=16r), onde “vm” representa em quilômetros por segundo a velocidade de afastamento de uma galáxia em relação a outra e “r” expressa a distância entre as galáxias. Em estudo, foi constatado que se uma galáxia estiver situada a cem milhões de anos luz em relação a outra, esta se afasta a mil e seiscentos quilômetros por segundo, o que significa que o universo continua se expandindo.

Segundo George Gamow, toda a matéria existente hoje no universo estava antes concentrada em um “átomo inicial” e que uma intangível quantidade de energia, depois de intensamente comprimida, repentinamente explodiu, formando ao avançar do tempo gases, estrelas e planetas. À medida que se expandia o universo a temperatura média baixava. Alguns autores acreditam que no momento em que a temperatura do universo for totalmente resfriada ele vai começar a diminuir de tamanho novamente, voltando ao “átomo inicial”. Há uma outra teoria de que existiu um universo antes deste e que as galáxias ao invés de se afastarem, se aproximaram.

Diante de pesquisas em aceleradores de partículas, houve a descoberta de que com apenas um segundo de existência o universo já formava nêutrons com sete prótons cada. Outra descoberta foi que com média de 500 mil anos o universo sofria um resfriamento acelerado, com partículas se fundindo e formando bolsões de gás provavelmente causados por alterações gravitais que permitiram a formação de protogaláxias que originaram estrelas.

A teoria geral da relatividade apresenta o macro-universo (estrutura universal e força da gravidade), enquanto a física quântica descreve o micro-universo. Falta a chave de ligação entre as duas, a unificação teórica que permitiria a grande descoberta. Enquanto isto não ocorre, a teoria do big bang é a única que nos apresenta indícios coerentes do que possa ter ocorrido. Considerando a idéia de que antes do big bang o universo era uma singularidade, entende-se que o tempo não existia, pois havendo matéria infinita em espaço nulo a singularidade é suficiente para frear o tempo. Cabe frisar que toda a teoria em questão é baseada em observação telescópica (telescópio de Hubbler), sendo possível que esta dilatação do universo tenha ocorrido em apenas uma parte dele, ou seja, pode se tratar de um fenômeno regional. Isto porque o alcance da observação é limitado pelo referido aparelho telescópico.


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vai te foder

190723, 20-Aug-2009 .. Comentário por Anonymous
vc ja pensou em ir te foder cara vc e loko deus tenha piedade de vc!!!!

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